Apresentação

Dividida em três Ecopólos, a APA do Pratigi é considera um hotspot ambiental. Possui importantes remanescentes florestais, com elevado valor de conservação.

A OCT atua na Área de Proteção Ambiental do Pratigi, área inserida no Mosaico de APAS do Baixo Sul da Bahia, região com potencial de geração de riqueza para as comunidades locais por meio dos serviços ambientais gerados pelas suas florestas e outros ativos naturais. 

Com 171 mil hecatares,  possui grandes remanescentes florestais com elevado valor de conservação.

Saíra-militar (Tangara cyanocephala)

A grande diversidade das espécies de aves, mamíferos, répteis, anfíbios e invertebrados , contrastando com a alta pressão antrópica, justificam a inserção da APA do Pratigi entre as áreas de maior prioridade para a conservação da biodiversidade do Corredor Central da Mata Atlântica. Um exemplo disto são dados do Ministério do Meio Ambiente que apontam o relevante número de 458 espécies lenhosas por hectare, além da identificação de 330 espécies de aves, o que corresponde a quase metade de todas as espécies de aves do Estado da Bahia, sendo que destas 16 espécies são consideradas raras, ou com algum grau de ameaça, apresentando populações abundantes. Nas pesquisas botânicas, novas espécies também estão sendo descritas pela primeira vez na Mata Atlântica.

Para desenvolver seu trabalho, a OCT delimitou três Macro Zonas na APA do Pratigi, com características e dinâmicas econômicas e socioambientais distintas, denominadas de Ecopolo I, II e III. 

Ecopolo I – Cordilheiras – É o berço das águas, a região das terras altas da Serra da Papuã, onde nasce a bacia hidrográfica do Rio Juliana e importantes afluentes dos rios das Almas e de Contas. 

A área é ocupada, predominantemente, por pequenos e médios agricultores e também por produtores de cacau e de borracha. A proteção das nascentes, áreas de recarga com controle de erosão do solo e, por conseguinte da produção de significativa quantidade de água com qualidade são prioridades nesse Ecopolo.

Ecopolo II – Vales – Abrangem as planícies formadas pelos rios Juliana e Marimbu. A paisagem  é formada por um conjunto de sistemas agroflorestais, como o pólo seringueiro e seu completo ciclo de produção da borracha (Michelin), além do cacau, o cravo da índia, a pupunha e por significativas manchas de mata conservadas, que desenham um mosaico, permitindo a existência de corredores ecológicos ( em diferentes estágios de conservação) entre as propriedades no médio Vale do Rio Juliana.

Ecopolo III – Litorâneo – Possui um dos mais extensos remanescentes florestais contínuos da Bahia, com 15.300 hectares de mata em diferentes estágios sucessionais. Próximo à planíce costeira, predominam estuários com restingas e manguezais. 

Sustentabilidade que assegura o futuro

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