OCT | Produção de Cacau de qualidade é tema de Dia de Campo envolvendo OCT, Rural Sustentável e Rede Povos da Mata.

Quando se pensa em chocolate se pensa também em sua matéria prima, o cacau. Cultura muito valorizada no mundo, o cacau é de grande importância econômica no Baixo Sul da Bahia e consequentemente na APA do Pratigi. A venda de sua amêndoa é uma parcela relevante na renda dos agricultores e agricultoras da região.

Com foco na obtenção de um produto de melhor qualidade e acesso ao mercado de cacau e chocolate que oferece melhores preços na amêndoa beneficiada, a OCT em parceria com o Projeto Rural Sustentável e a Rede Povos da Mata de Certificação Orgânica Participativa, promoveram um Dia de Campo no dia 13 de novembro, na comunidade Juliana, região do lago Antônio Rocha, Piraí do Norte-BA, na propriedade de Jovan Rocha do Nascimento.

O objetivo das atividades foi capacitar os agricultores e agricultoras em técnicas que visam alcançar o melhor padrão do produto e consequentemente um maior valor agregado na venda. Empresas chocolateiras vem oferecendo 50% a mais do valor cotado no mercado, chegando a pagar de R$ 270,00 a R$ 300,00 pela arroba de cacau de qualidade. O facilitador da oficina foi o agricultor Manoel Francisco de Santana filho, que compartilhou conhecimentos e experiências sobre seleção dos frutos, corte, técnicas de fermentação e secagem sempre enfatizando a importância de cada etapa para a obtenção de um produto final superior. Manoel é membro do Grupo Terra Viva de certificação orgânica, e sua propriedade fica na comunidade de Brejo Mole, Camamú – Bahia, onde produz de cacau qualidade, alcançando até 80% de sua produção classificada como superior

Promover o compartilhamento de técnicas que dão certo entre os agricultores do Baixo Sul da Bahia é uma das frentes de atuação da OCT, os agricultores se apropriam dessas técnicas e fazem de suas propriedades exemplo para os vizinhos, potencializando a ação dos conhecimentos adquiridos. Segundo Manoel, o evento foi bastante proveitoso, principalmente pela troca de experiências, “Eu acredito que trabalhos como esses ajudam a desenvolver a nossa localidade, a mostrar aos jovens e suas famílias que é possível viver no campo com uma boa renda, a acreditar que a agricultura é importante e rentável. Com os novos conhecimentos é possível mostrar que a gente pode viver bem através dos próprios esforços, mais focados em uma boa produção”, comenta.

 

Para os profissionais envolvidos na ação, a metodologia aplicada pelos Agricultores Multiplicadores de Agricultura Sustentável (AMAS), envolvidos na atividade, é muito eficaz na difusão e transferência de tecnologia, pois valoriza o saber e o protagonismo do agricultor em um processo horizontal de comunicação onde o conhecimento é socializado de forma simples e coerente com as diversas realidades encontradas no campo.   “Esse Dia de Campo foi um resgate do saber empírico dominado pelos antigos ‘barcaceiros’ (trabalhador responsável pela secagem do cacau) que eram presentes no processo de beneficiamento antes da crise da lavoura cacaueira provocada pela vassoura de bruxa”, destaca Francisco Dias, técnico da OCT. Segundo Dias, foi determinante trazer a experiência de um agricultor que resgatou essa arte de fazer o cacau de qualidade superior, para um mercado crescente e exigente na escolha das melhores amêndoas para produzir chocolates premiados internacionalmente.

 


  • 23/11/2018 • Geral
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