OCT | O nosso planeta é aqui

No dia da Conscientização para as Mudanças Climáticas confira o texto escrito pelo Diretor Executivo da OCT Volney Fernandes

Em dezembro do ano passado o mundo voltou sua atenção para às questões ambientais. Acontecia em Paris a (COP21).  A Conferência do Clima das Nações Unidas reuniu 196 representantes de Estado e cunhou um novo acordo climático global. Segundo a Organização das Nações Unidas, em publicação que esclarece dúvidas sobre o documento, “o acordo oferece um caminho para a limitação da elevação da temperatura bem abaixo dos 2ºC, talvez até de 1,5ºC”.

Ambicioso e dinâmico, o Acordo de Paris vai no sentido contrário ao Protocolo de Kyoto, uma vez que mescla condições obrigatórias e sujeitas a sanções. Deste modo, segundo a ONU, todos os países têm toda a razão para cumprir seus termos. A grande verdade é que, finalmente, o mundo começa a perceber que investir na economia de baixas emissões pode ser um excelente meio de desenvolvimento.

Segundo o documento “Pretendida Contribuição Nacionalmente Determinada - iNDC “o Brasil pretende comprometer-se a reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 37% abaixo dos níveis de 2005, em 2025 e 43% abaixo dos níveis de 2005, em 2030”.

E se em Paris, chefes de Estado resolveram em comum acordo aliar as agendas econômica, ambiental e social, comprometendo-se inclusive a implementar políticas públicas para alcançar esse objetivo, aqui, na Área de Proteção Ambiental do Pratigi, no Baixo Sul da Bahia a Organização de Conservação da Terra, instituição participante do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade (PDCIS), fomentado pela Fundação Odebrecht, já vem trabalhando neste sentido.

Entendendo que a conservação do meio ambiente e consequente mitigação das mudanças climáticas deve iniciar, neste território, a partir do menor sistema (o imóvel rural), a instituição vem desenvolvendo ações com as mais diferentes tecnologias de baixo impacto ambiental, transformando-os em geradores de serviços ambientais ao tempo em que capacita seus proprietários para torná-los gestores qualificados da paisagem.

Neste contexto, a OCT instituiu o Programa de Serviços Ambientais, no qual atua promovendo a Conservação Ambiental e a Conservação Produtiva. O Programa tem a visão de implementar  modelos de tecnologias de baixo impacto, para serem replicados na escala da paisagem, influenciando a otimização de Políticas Públicas existentes, bem como a criação de novas, entendendo que as agendas econômica e ambiental devem caminhar juntas.

Enquanto na COP21, tudo girou diante da possibilidade de os países criarem políticas públicas focadas na conservação, aqui, no Planeta APA do Pratigi a OCT vem, na busca do fortalecimento de uma governança para a conservação, trabalhando em iniciativas que envolvam os três setores, a exemplo do Projeto Produtor de Água Pratigi – Ibirapitanga, que culminou com a aprovação da primeira lei municipal de Pagamento por Serviços Ambientais do Estado da Bahia.   

Tanto quanto todos, a OCT avalia que a mitigação das mudanças climáticas, a diminuição do aquecimento global e todas as demais medidas para a conservação ambiental são fundamentais para a manutenção da vida, e acredita que todos devem ser responsáveis pela Terra, a começar pelo seu próprio espaço. É necessário compreender, então, que o nosso planeta é onde vivemos e realizamos as nossas obras. Assim, o que temos feito por ele?

Colaborou Erika Cotrim


  • 16/03/2016 • Geral
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