OCT | Agricultores da OCT recebem certificação orgânica

Em certificação participativa seis grupos de agricultores poderão usar o selo SisOrg

“O que o produtor mais deseja é mesmo crescer e continuar produzindo”, a frase é de Antônio Teles, agricultor familiar beneficiário da OCT e morador do Assentamento Mata do Sossego, ao ser perguntado sobre o que espera do futuro.  Teles é um dos agricultores que compõe a Rede de Agroecologia Povos da Mata, recentemente aprovado pela certificação participativa, na qual os próprios produtores validam uns aos outros.

Nos últimos dias 13 e 15 de Dezembro, os grupos orientados pela OCT passaram pelo processo de verificação de conformidade orgânica, onde foram escolhidos seis agricultores, de forma aleatória, para receberem o Olhar Externo, visitação da Rede Povos da Mata. Durante os dois dias, dezoito agricultores de seis grupos foram certificados.  De acordo com Luciano Ferreira, agricultor do Grupo Dois Riachões, Ibirapitanga-Ba, coordenador do Núcleo Pratigi e responsável pela visita de Olhar Externo, a impressão que ficou foi muito boa. “Fiquei muito impressionado com as áreas e gostei bastante das propriedades que visitei. Dá para perceber que o trabalho que a OCT desenvolveu com esses agricultores foi muito importante para seu desenvolvimento”.

Segundo Ana Paula Matos, Líder da Conservação Produtiva, os agricultores ingressaram na rede para obter esta certificação desde Julho. “Como forma de organização socioprodutiva, foram formados seis grupos que se reúnem mensalmente nas propriedades de seus membros com o objetivo de avaliar e verificar a Conformidade Orgânica em cada área. Ou seja, um agricultor auxilia o outro na adequação de forma participativa mesmo, fortalecendo a união, promovendo a troca de saberes e estimulando a qualificação do manejo conservacionista. Nosso próximo desafio é apoia-los para na inserção do circuito de comercialização das estações ecológicas do Sul da Bahia e posteriormente Bahia-São Paulo”, explica.

Durante o Olhar Externo, o visitador, que também é agricultor, observa as áreas com as culturas a serem certificadas, a propriedade como um todo e faz uma série de perguntas ao candidato a fim de conhecer mais sobre seus hábitos de vida e plantio. Gabriel Yuki Sakaki Mamédio, 20 anos, morador da Comunidade Fartura e um dos agricultores visitados, afirmou que espera em breve ter toda a sua produção orgânica. “Eu sempre quis trabalhar assim, agora então, o incentivo é ainda maior”. Quem já tem uma produção completamente orgânica é Marivaldo Santos, da Comunidade Juliana: “eu já venho andando na estrada certa há muito tempo, porque vou voltar atrás?”, comenta.

Ferreira destaca que a certificação de mais agricultores no Núcleo Pratigi fortalece a Rede como um todo. “A agroecologia funciona como um conjunto: a conservação ambiental, produção agroecológica,  geração de renda e comercialização andam juntas. Esses novos grupos tem produtos bem interessantes  e que podem abrir novos mercados”, reitera.

Segundo Eduardo Mamédio, responsável pelo trabalho “Esses agricultores vêm mudando seus hábitos desde 2012, quando iniciamos o apoio técnico para qualificação do manejo agrícola. A conquista do selo orgânico é uma comprovação do bom trabalho realizado por todos, agricultores e equipe técnica. Além de ser um incentivo para os demais agricultores que estão sendo influenciados pelos AMAS (Agricultores Multiplicadores de Agricultura Sustentável)”.

Para Volney Fernandes, Diretor Executivo da OCT, a certificação orgânica culmina com o empoderamento dos agricultores pela sua maturidade de atuar como agente de mudança no seu espaço. “Estamos vivendo um momento de evolução desses agricultores, pois essa certificação é um reconhecimento dos seus esforços, e que agora lhes permite contribuir efetivamente para a gestão da paisagem.”, finaliza.

A validação da garantia orgânica permite aos produtores o uso do selo SisOrg (Brasil Orgânico) nos rótulos de seus produtos. Uma vez certificados estes produtores poderão efetuar venda direta a consumidores, indústrias, processadores, supermercados e até mesmo para a exportação. 


  • 19/12/2016 • Geral
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