OCT | Agricultores de 11 comunidades são beneficiados com dia de campo realizado pela OCT

Ação é fruto de projeto aprovado em parceria com o BID e MAPA

Multiplicar conhecimentos e novas tecnologias agrícolas sempre foi uma das missões da OCT. Recentemente, a instituição aprovou junto ao Projeto Rural Sustentável  (iniciativa do Banco Interamericano de Desenvolvimento e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) nove unidades demonstrativas de tecnologias de baixo carbono, como os SAFs e restaurações, e graças a essa ação, cada uma das propriedades beneficiadas deverá realizar cinco dias de campo com temas diversos para agricultores de outras comunidades.

Um desses dias de campo aconteceu no dia 15 de Agosto, na Comunidade da Fartura, município de Piraí do Norte. Trinta e nove agricultores de 11 localidades foram até a propriedade de Gabriel Yuki Sakaki, jovem produtor escolhido por Arival Mamédio (beneficiário do projeto) para multiplicação de tecnologias. O tema do encontro foi o tratamento ecológico e econômico da água negra de residências rurais e urbanas. Além dos técnicos da OCT, estiveram presentes também representantes do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade e da Secretaria de Agricultura da prefeitura de Piraí do Norte, responsável pela mobilização dos agricultores.

De acordo com Ana Paula Matos, Líder de Conservação Produtiva da OCT e responsável pelo projeto, residências sem nenhum tipo de tratamento de esgoto sanitário são comuns em toda a APA do Pratigi, e por isso discutir o assunto é tão importante. “A tecnologia usada no dia de campo é uma boa alternativa por ser eficiente no tratamento, fácil instalação e de baixo custo, reutilizando bombonas plásticas de 200 litros e tubos e conexões de PVC”, explica.

O processo de tratamento demonstrado durante o dia conta com ação de bactérias anaeróbicas e aeróbicas, que ajudam a tratar os efluentes líquidos das propriedades. Arival, agricultor responsável pelo evento, comenta que desde que instalou o sistema em sua residência, o dia a dia da propriedade mudou. “Antes tínhamos muito problema com muriçocas e mau cheiro vindos da fossa negra, que sempre precisava de manutenção por estar cheia, contaminando o solo e a água. Hoje temos prazer em mostrar nossa fossa ecológica para os visitantes, quero ver todos com vontade de fazer a sua também”.    

Dona Aurelina Ribeiro, da comunidade Cachoeira Alta, já está inspirada, prova de que os dias de campo já vem dando resultados positivos. “Não tenho fossa em minha propriedade, mas pretendo fazer uma desse tipo. Achei muito mais fácil do que as convencionais. Vou providenciar em breve, porque as coisas importantes a gente tem que dar prioridade”, afirma.

André Luiz Gomes, monitor do Instituto de Sustentabilidade do Rural Sustentável, aprovou a metodologia desenvolvida. “O curso foi muito bom, a tecnologia aplicada é o que interessa para o Rural Sustentável: deixar a propriedade em dia, isso é importante para o agricultor e para as demais comunidades”. 


  • 24/08/2017 • Geral
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