OCT | Formação de Comitê de Produtores de Água do Litoral Sul reúne instituições em prol da conservação

Liderar para a sustentabilidade é um desafio que tem motivado a cada dia mais pessoas a engajarem-se em prol do meio ambiente. Prova disso, foi o evento realizado no dia 20 de Junho, no auditório do Núcleo Mata Atlântica na Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), para a formação do Comitê de Produtores de Água do Litoral Sul.

O encontro reuniu representantes das secretarias de Agricultura e Meio Ambiente de vários municípios da região, além da Associação dos Municípios da Região Cacaueira (AMURC), Organização de  Conservação da Terra (OCT), instituição integrante do PDCIS, coordenado pela Fundação Odebrecht, Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA), Universidade Federal do Sul da Bahia, IFBAIANO, BAHIATER, Consórcio de Desenvolvimento Sustentável Litoral Sul, Instituto Água Boa, Diálogo do Cacau, Centro das Águas, Associação Comercial e Empresarial de Itabuna (ACI), Instituto Nossa Ilhéus e outras instituições parceiras, todas dispostas a definir estratégias de mobilização dos líderes regionais para discutir e viabilizar a implementação de um programa de Serviços Ambientais do Sul da Bahia.

Durante o dia houve trocas de experiências com o Instituto Água Boa, Instituto Nossa Ilhéus, além da a palestra de Volney Fernandes, Diretor Executivo da OCT, que apresentou o Projeto Produtor de Água Pratigi, executados pela instituição como estratégia de conservação ambiental das Micro Bacias Hidrográficas da Área de Proteção Ambiental do Pratigi. Esta iniciativa começou em 2012 apoiada pela Fundação Odebrecht com o intuito de testar e validar um modelo que pudesse influenciar a criação de políticas públicas nos municípios da APA e assim ganhar a escala necessária para a conservação dos recursos naturais no território. Todo este trabalho culminou na aprovação da Lei de Pagamento por Serviços Ambientais e sua regulamentação em Ibirapitanga – Bahia no ano de 2014, tornando-se o primeiro município baiano a ter uma lei de PSA aprovada, regulamentada e com recurso orçamentário para remuneração dos agricultores selecionados a participarem do projeto.

Para Fernandes, participar de eventos como este é importante pois são criados espaços para discussão e envolvimento de direções regionais a assumirem papéis de líderes para a sustentabilidade. “O que nós estamos comemorando é o fato de que esta experiência desenvolvida por nossa instituição esteja servindo de referência para fundamentar as discussões nesse fórum onde se busca construir uma governança para a sustentabilidade na região cacaueira”, comenta.

Segundo Luciano Veiga, coordenador executivo da AMURC, o Comitê passa a ser um núcleo de diálogo: “O grande desafio agora é desenvolver o diagnóstico e ter a capacidade de transformá-lo em ação de resultado com a eficiência e a eficácia que é esperado”. De acordo com o presidente da Amurc e prefeito de Ibicaraí, Lenildo Santana, “a ideia é estimular o diálogo entre as entidades, para, em conjunto ampliar o atendimento à sustentabilidade do meio ambiente, visando à produção de água na região”, conclui.

Como resultado deste dia, foram definidas novas agendas que contemplam diversos fóruns de debate sobre a crise hídrica e estratégias para sua mitigação em alguns municípios do Sul da Bahia. 


  • 27/06/2016 • Geral
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