OCT | Rede de pesquisa sobre a Mata Atlântica firma parceria com a OCT para estudos na APA do Pratigi

Desde o início do Programa de Pesquisa em Biodiversidade e Modelagem Ambiental, desenvolvido por meio da parceria OCT / Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) / Universidade Federal do Recôncavo (UFRB,)a APA do Pratigi vem revelando sua riqueza e importância no cenário da conservação da biodiversidade na Mata Atlântica Brasileira. Um passo importante para a consolidação do Programa e das ações de conservação da biodiversidade na APA está na inserção da mesma como importante núcleo territorial de estudos no Brasil. Hoje a APA do Pratigi e mais três áreas da Mata Atlântica estão conectadas através de uma grande rede de pesquisa com objetivos de longo prazo: a Rede de Biodiversidade da Mata Atlântica (Rede BioM.A.), projeto ligado ao Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio) e do Ministério da Ciência Tecnologia e Informação (MCT). O PPBio é promovido pelo Conselho Nacional de Pesquisa Científica (CNPQ).

O passo inicial dado pela OCT junto com a UEFS e UFRB em 2012 foi fundamental para a região ser elencada entre as quatro áreas da Mata Atlântica que terão pesquisas aplicadas a conservação, conhecimento e uso da biodiversidade, com recursos diretos do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e MCT.As pesquisas serão conduzidas por professores de renome nacional ligados à, UEFS, Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

A APA do Pratigi possui importante relevância ambiental, uma vez que a mesma detém mais 50% dos fragmentos florestais do Baixo Sul da Bahia representando menos de 20% do seu território, além de contar com grande diversidade de espécies de aves, mamíferos, répteis e invertebrados contrastando com a alta pressão antrópica. E uma vez que a Rede tem como principais objetivos apoiar à implantação e manutenção de redes de inventário da biota da Mata Atlântica e modernização de acervos biológicos, a OCT teve fundamental importância nessa parceria, a partir do momento em que promoveu toda a articulação para que a APA do Pratigi se credenciasse como uma das áreas aptas no Brasil.

“"A articulação para inserção da APA no PPBIO aconteceu devido ao Programa de Pesquisa que temos com as Universidades que além de estar revelando o potencial bioregional, também agrega um grande capital intelectual para a região, que acabou promovendo a inserção da APA nas quatro áreas da Mata Atlântica elencadas no território Brasileiro”", explica Roque Fraga, responsável pelo planejamento ambiental da OCT.O projeto, segundo Fraga, está alicerçado em quatro pilares: Inventários de Grupos Taxonômicos (mamíferos, aves, anfíbios e drosófilas), Coleções Científicas (manutenção e modernização), Mudanças Climáticas (monitoramento a longo prazo de populações e comunidades Bióticas) e Uso da Terra (estudos dos padrões e processos espaciais e temporais ligados à diminuição e isolamento das populações).“ "A OCT entrará com o apoio logístico e de infraestrutura física na APA e nas análises dos cenários de mudanças climáticas e uso da terra"”, completa.

Para Volney Fernandes, líder de Serviços Ambientais da OCT, esta parceria trará bons frutos. "“Esse projeto surge da busca permanente da efetivação de  uma governança participativa, que tem como uma das premissas a geração de conhecimento dessa região objetivando desenvolver ações que  promovam o equilíbrio entre a dimensão econômica, social e ambiental, possibilitando o estabelecimento de novas parcerias estratégicas, inclusive com a população local para conservação dos nossos ativos naturais ”" , comenta.

A APA do Pratigi terá todo seu patrimônio ambiental e genético conhecido, mapeado, diagnosticado e sendo monitorado, o que a colocará em posição de destaque no cenário nacional e internacional. Vale ressaltar que o Patrimônio genético brasileiro poderá no futuro, se bem gerenciado, render divisas maiores que o próprio PIB nacional atual.

Responsável pelo projeto na UFRJ, o professor Pedro Cordeiro Estrela explica que na APA do Pratigi as pesquisas serão desenvolvidas em quatro projetos: um de inventários, um de coleções, um de uso do solo e outro de mudanças climáticas. "“O projeto de inventários se intitula: Rede BioM.A. Inventários: Padrões de diversidade, biogeografia e endemismo de espécies de mamíferos, aves, anfíbios, drosófilas e parasitos na Mata Atlântica que conta com a participação de 19 instituições, 53 pesquisadores e 74 alunos. O projeto deve durar até Março de 2016 e contempla, na sua essência, inventários integradores dos diferentes grupos zoológicos citados no título do projeto. Um dos principais diferencias deste projeto é a inclusão de estudos de parasitos que incluem causadores de zoonoses que afetam populações humanas como Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas, as espécies do gênero Leishmania, causadoras das diferentes formas de Leishmanioses, os vermes Helmintos, causadores de diversos agravos como a Esquistossomose, Angiostrogiliase etc.. e os Hantavirus, causadores de Hantaviroses"”, explica.

“"A nossa expectativa em relação a APA do Pratigi é alta por duas razões. Primeiramente, porque pelos nossos estudos a APA do Pratigi é uma das regiões da Mata Atlântica menos conhecida cientificamente, principalmente para mamíferos. Quando dizemos menos conhecida queremos dizer que houve poucos trabalhos de inventários zoológicos com resultados publicados ou com espécimes testemunho tombados em coleções científicas. Segundo, porque a APA do Pratigi se encontra em uma das regiões biogeograficas mais interessantes da Mata Atlântica”", comenta o professor. Estrela explica ainda que a expectativa da Rede BioM.A. em relação a parceria com a OCT é em dois níveis, tanto na parte de logística, quanto no auxílio na comunicação entre os atores locais, e explica que a APA do Pratigi foi inserida no contexto do PPBio a partir da parceria já existente com a UEFS. "“Devido a qualidade do auxilio que a OCT presta neste projeto e a seriedade da colaboração que nosso colegas da UEFS nos testemunharam, decidimos selecionar a APA do Pratigi como uma das quatro áreas de amostragem integrada da Mata Atlântica para o projeto"”, conclui. 

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