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Dia de campo: OCT recebe turma do Curso Formador de Formadores em Manejo Sustentável de Bambu

Data: 24 de agosto de 2026

Entre os dias 14 e 16 de agosto, a OCT recebeu a turma do curso “Formador de Formadores em Manejo Sustentável de Bambu” para a etapa prática do treinamento.

Após semanas de aprendizado em ambiente virtual, produtores, técnicos, jovens e mulheres locais vivenciaram momentos de trocas de experiências e atividades de campo em Gandu, munícipio sede da OCT, região do Baixo Sul da Bahia.

A iniciativa faz parte do projeto Bambu Sur, uma ação de cooperação Sul-Sul impulsionada pelo FIDA (Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola) e executada com o apoio da INBAR (Rede Internacional de Bambu e Ratã). O objetivo da ação é capacitar agricultores familiares e multiplicadores para transformar o bambu em uma ferramenta potente de reflorestamento, conservação do solo e geração de renda.

Como destacou Pablo Jácome Estrella, diretor regional para a América Latina e Caribe da INBAR, a atuação da rede global visa fortalecer políticas que incentivem o uso consciente do recurso. "A INBAR é uma organização internacional criada em 1997 e atualmente formada por 52 países em todo o mundo. Na América Latina e no Caribe, temos 14 países que fazem parte da organização, sendo um deles o Brasil. A rede busca promover, dentro dos países, políticas que ajudem a incentivar o bambu e o ratã como um recurso sustentável para a gestão e a melhoria de vida nos territórios", explicou, reforçando o papel da instituição no desenvolvimento sustentável regional.

O curso combinou meses de teoria com a consolidação prática em campo. Vitor Hugo Silva Marçal, gerente de projeto do Bambu Sur, detalhou a trajetória da formação: "Tivemos um curso online teórico com 70 pessoas por dois meses, que se especializaram no desenvolvimento e aproveitamento do bambu e no fomento da cadeia produtiva junto a comunidades rurais. Das 70, 30 pessoas foram selecionadas para este momento de aula prática de três dias, cujo intuito é consolidar todo o conhecimento gerado".

Vitor Hugo explicou que a metodologia incluiu dinâmicas de integração, contextualização das Escolas de Campo de Bambu, processos de limpeza de touceiras, manejo e aproveitamento de colmos jovens para a produção de mudas. "A ideia é que este grupo, ao final do curso, esteja apto a propagar esse conhecimento sobre o aproveitamento do bambu junto às comunidades e instituições de que fazem parte. Assim, eles se tornarão formadores para aproveitar a matéria-prima disponível e fomentar a cadeia produtiva nas regiões em que habitam", completou.

Através das Escolas de Campo de Bambu, os participantes aprenderam na prática as técnicas de manejo, proteção de áreas e o enorme potencial da planta. Para Pedro Marquezini, engenheiro florestal de Santa Maria (Rio Grande do Sul), a experiência abriu novas perspectivas de aplicação para além do uso tradicional.

"Me sinto muito feliz com essa oportunidade e parabenizo a OCT pela iniciativa juntamente com o FIDA e a INBAR. Após uma formação teórica bem planejada, é prazeroso ver essa oportunidade nascer. Percebemos que o bambu já tem algumas utilizações quase invisíveis aqui na região, por exemplo, é mais usado como escoras de bananeira. Com essa iniciativa, vemos que ele pode ser uma alternativa interessante para a Bahia e para os produtores na geração de renda, na perspectiva da produção de brotos comestíveis e em construções rurais que se somem às atividades produtivas que os agricultores já desenvolvem em suas comunidades", relatou Marquezini.

Acreditamos que o conhecimento técnico aliado à conservação produtiva é o caminho indispensável para fortalecer a Mata Atlântica e a nossa comunidade rural. Seguimos firmes no compromisso de unir a conservação ambiental à inovação produtiva, gerando desenvolvimento sustentável para a agricultura familiar!


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