OCT | OCT é selecionada no 10º edital do Programa Ecomudança objetivando mitigar a emissão de GEE e promover o desmatamento evitado

Na busca de oportunizar o desenvolvimento rural em bases conservacionistas na região da Área de Proteção Ambiental (APA) do Pratigi, a Organização de Conservação da Terra (OCT) participou e foi selecionada no 10º edital do Programa Ecomudança 2018. O Programa é uma iniciativa do Itaú Unibanco em parceria com o Instituto Ekos Brasil, patrocinado pelos Fundos Ecomudança Itaú.

A visão da iniciativa é de transformar os investimentos dos clientes do Itaú (30% das taxas de administração) em benefícios para a sociedade através do estimulo a projetos que apresentem soluções sustentáveis que reduzam a emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE), bem como à soluções com a utilização de energia renovável, manejo de resíduos, florestas e agricultura sustentável.

A proposta da OCT tem por objetivo reduzir a emissão de GEE e oportunizar ganhos no valor e na qualidade das amêndoas de cacau. Esse objetivo pode ser alcançado através da implantação de estufas solares e a capacitação de pequenos agricultores da APA do Pratigi, Bahia. Para Valdomiro Vicente, Líder da Conservação Produtiva da OCT, a implantação do projeto é mais uma ação em prol da promoção do aumento da renda do pequeno produtor rural em linhas conservacionistas. “ A parceria com o Itaú possibilitará a realização de um sonho, tanto dos agricultores com o beneficiamento das amêndoas de cacau, quanto da OCT ao promover o aumento de renda da comunidade com a redução do consumo de madeira nativa e a produção de cacau de qualidade, no nosso cenário atual de assistência técnica aproximadamente 94% dos agricultores não possuem estufas solares, esta é uma grande conquista para os pequenos agricultores da APA do Pratigi.” Comenta Vicente.

Geralmente os pequenos produtores fazem a secagem da amêndoa do cacau utilizando o sol como fonte de calor em lonas, barcaças ou estrados em que se possa espalhar o produto. No entanto, em períodos chuvosos, frequentes no Baixo Sul da Bahia, a secagem é realizada com o calor gerado pela queima de lenha. A alternativa é altamente prejudicial a natureza, pois propicia a derrabada de árvores da Mata Atlântica, além de depreciar o produto final, uma vez que há uma secagem desigual do produto e a amêndoa fica impregnada com a fumaça.

Com a execução do projeto, a OCT visa diminuir a prática da secagem artificial com o uso de lenha, contribuindo para a redução da emissão de GEE, com o desmatamento evitado e agregando valor ao produto, tanto por sua melhor qualidade quanto pela aceitação de grandes empresas chocolateiras que buscam cacau de qualidade, produzido com sustentabilidade.

Para Joaquim Cardoso, Diretor da OCT, trata-se de um projeto de imensa importância que se constitui numa virtuosa mudança cultural. A sensibilidade com o meio ambiente e o desejo de conservar da iniciativa Ecomudança é fadada ao sucesso, pois suas as ações iniciam na base. “Isto evidência uma grande sensibilidade com o meio ambiente, atuando diretamente em associações de pequenos produtores rurais, protagonistas de grande capacidade multiplicadora. Acrescenta-se que esse projeto vem agregar contribuição definitiva e concreta ao Programa de Recuperação e Conservação Ambiental e Produtiva que já contempla ações integradas e interdependentes relacionadas com equilíbrio dos fluxos de vida: solo, água, flora, fauna, seres humanos e seus negócios. Assim, tem-se a garantia da otimização dos resultados das ações integrais oferecidas aos produtores. É importante destacar o mérito dos patrocinados, dispostos a oferecer contribuições que solucionam problemas na sua origem”.  Explica Cardoso

 


  • 11/02/2019 • Geral

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