OCT | OCT participa do Encontro da Rede Oásis 2018, cujo objetivo é conectar organizações que atuam no tema de Pagamento por Serviços Ambientais.

A natureza proporciona diversos bens e serviços essenciais para sobrevivência dos seres vivos no planeta. Mais, são os seres humanos que tem a capacidade de moldá-la de acordo com suas necessidades diárias. O problema é que muitos de nós aparentamos viver dissociados da natureza e ter esquecido que as nossas economias e as sociedades estão indissoluvelmente ligadas aos serviços ecossistêmicos de suporte a vida.

O atual modelo de desenvolvimento da sociedade contemporânea, põem em ameaça a vida e compromete as futuras gerações. As profundas interferências humanas vêm resultando em um uso desordenado e degradante dos recursos naturais, que não se renovam com a mesma velocidade que são utilizados. Situação que preocupa e gera discussões na busca de alternativas para incentivar os humanos a enxergar o meio ambiente conservado e ou preservado como alternativas financeiras e como um ganho para a própria sobrevivência dos seres vivos. Nesse contexto, o uso de novas estratégias e ferramentas para controle e gerenciamento de recursos naturais se tornam imprescindíveis.

Visando a constante atualização e interação com outras organizações que se preocupam com o futuro do meio ambiente e, consequentemente, com a qualidade de vida da humanidade, a Organização de Conservação de Terras do Baixo Sul da Bahia (OCT), participou do “Encontro da Rede Oásis 2018”. O Encontro ocorreu nos dias 21, 22 e 23 de novembro de 2018 na Reserva Natural de Salto Morato, litoral norte do Paraná, reconhecida como Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO e mantida pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

Diversas são as ações para mitigar os danos causados pela exploração desordenada dos recursos naturais, o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) é uma dessas ações. A proposta da Rede Oásis, criada em 2016, é conectar as organizações que atuam no tema de PSA com vistas a ampliar o impacto do tema.

A OCT participa do Projeto Oásis desde 2012, através do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais da APA do Pratigi que foi desenvolvido, inicialmente, nas Microbacias dos rios Mina Nova e Vargido, afluentes da Bacia do Rio Juliana, no município de Igrapiúna-BA, sendo a primeira instituição a promover e desenvolver a “Metodologia Oásis” no nordeste brasileiro, a partir da implantação de um projeto piloto de PSA.

Fruto desta parceria, através de intercâmbio dos conhecimentos, foi possível avançar em diversas sistemáticas dos mecanismo de valoração dos serviços ambientais, destacando a ferramenta de valoração da qualidade ambiental de imóvel rurais, conhecido como SisOásis. Além do, apoio aos gestores municipais na implementação de políticas públicas, com destaque a criação de Lei de PSA nos municípios da APA do Pratigi e a formação de arranjo institucional para desenvolvimento e o fortalecimento de uma agenda socioambiental e econômica na região. Como afirma Rogério Ribeiro, Engenheiro Agrônomo,  Coordenador da Conservação Ambiental da OCT e representante da mesma no encontro da Rede Oásis 2018:  “Hoje conseguimos consolidar todas essas conquistas com o "Programa Municipal de Valoração e Geração dos Serviços Ambientais", conhecido como PRODUTOR DE ÁGUAS IBIRAPITANGA, tendo como objetivo promover restabelecimento da paisagem, a partir do envolvimento de produtores rurais em práticas conservacionistas do solo e água nas Microbacias do Rio Oricó”, diz Ribeiro.  

A REDE Oásis é um espaço de intercâmbio de conhecimentos de práticas comuns. Esse ano a proposta do Encontro abordou estratégias para potencializar a atuação, consolidação e ampliação da Rede Oásis no Brasil. A ideia central girou entorno da utilização de ferramentas para construção de Plano de Negócio e Comunicação que gerem impactos socioambiental e econômico positivo para a sociedade e investidores financeiros com vista na Solução Baseada na Natureza (SbN).

A OCT comunga com os princípios da Rede Oásis ao compreender, incentivar e promover o desenvolvimento econômico em bases sustentáveis, respeitando e reforçando os direitos das comunidades sobre os recursos naturais e priorizando o equilíbrio dos fluxos de vida, Solo, Água, Fauna, Flora, Seres Humanos e seus negócios.

 


  • 14/12/2018 • Geral

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